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Cultura

Festival Olhar do Norte entra na reta final com maratona de filmes, debates e formação audiovisual

Programação segue até domingo, com curtas e longas de diferentes estados; sexta concentra sessões, debate e encerramento de oficinas, e cinema amazonense fecha o festival no Teatro Amazonas

O Festival de Cinema da Amazônia – Olhar do Norte, referência do audiovisual na Região Norte, entra na reta final de sua oitava edição com uma programação que reúne filmes, debates e atividades de formação em Manaus. De sexta-feira (25/9) a domingo (27/9), produções da Amazônia e de outras regiões do país ocupam as telas do Teatro Amazonas e do Teatro Gebes Medeiros.

Além das exibições, os debates seguem até domingo (27/9), sempre às 10h, no Teatro Gebes Medeiros, ampliando o encontro entre realizadores, profissionais do audiovisual e público. Nesta sexta-feira também chegam ao fim duas oficinas realizadas desde o início do festival.

A programação de filmes desta sexta começa às 14h, no Teatro Gebes Medeiros, com a mostra Olhar Panorâmico. Serão exibidos “Umassuma – Lascas de Memórias”, de Guaracy Britto Jr. e Andrei Miralha (PA); “Carne Crua”, de Tarcísio Gabriel (PA); “Magrela”, de Gian Danton (AP); “Maior Que A Casa Toda”, de Fabiano Barros e Neto Cavalcanti (RO); “Quem É Que Vai Nos Proteger Agora?!”, de Eric Max (AM); e “Ybi”, de Eliza Telles e Begê Muniz (AM).

Às 16h, a programação segue no Teatro Amazonas com a mostra Amazônia Curtas e Outros Nortes. A sessão reúne “Caldeirão”, de Oliveira Júnior, Milena Rocha e Weslley Oliveira (PI); “Tião Personal Dancer”, de Aristótelis Tothi (GO); “Maira Porongyta – O Aviso do Céu”, de Kujãesage Kajabi (MT); “Crescente”, de Maurício Moraes (PA); e “A Terra das Estrelas Distantes”, de Felipe Aufiero (AM).

A mostra Amazônia Longas começa às 18h15 com “Empresário do 3º Mundo”, de Mateus Guzzo (PA). Às 20h30, entram em cena “3×4”, de Juliana Tizatto (AM), e “Terruá Pará”, de Jorane Castro (PA).

Formação e troca de experiências

Nesta sexta-feira, chegam ao fim duas atividades formativas iniciadas no dia 23. No Palácio Rio Negro, o multiartista Eugênio Lima ministrou o último dia da oficina “Aperfeiçoamento Artístico em Maquiagem”.

Voltada para artistas e maquiadores, a atividade promove qualificação técnica e artística em maquiagem cênica, respeitando saberes tradicionais e ampliando repertórios visuais e possibilidades de criação.

Com atuação contínua desde 2005, Eugênio trabalha nas áreas de visagismo, caracterização, maquiagem, coreografia e produção cultural. Com experiência em produções nacionais e internacionais de ópera, teatro, dança e cinema, desenvolve pesquisa que articula corpo, estética e dramaturgia, com atenção à expressividade, à diversidade e à cena amazônica contemporânea.

O último encontro da oficina “Montagem”, com Eduardo Resing também encerra hoje depois de dois dias de atividades no Sebrae LAB.

A atividade propõe uma reflexão sobre a montagem e a edição como gestos de criação, a partir de um exercício prático, investigando como diferentes combinações de um mesmo material bruto podem modificar a percepção de uma obra e revelar sentidos não necessariamente previstos durante a filmagem.

Eduardo Resing montou mais de 30 filmes, entre longas e curtas-metragens exibidos e premiados em festivais como Cannes, Rotterdam, Toronto, Mostra de São Paulo, Festival de Gramado, Festival do Rio e IDFA. Na televisão, editou telefilmes e séries para TV Globo, Canal Brasil e Globoplay. Entre seus trabalhos estão “Transition”, “O Lugar Mais Seguro do Mundo”, “Obeso Mórbido” e “El hombre que cuida”.

Sábado tem debate, curtas e longas

No sábado, a programação começa às 10h, no Teatro Gebes Medeiros, com debates dos filmes exibidos.

Às 16h, no Teatro Amazonas, a mostra Amazônia Curtas e Outros Nortes apresenta “Grão”, de Gianluca Cozza e Leonardo da Rosa (RS); “Kakxop Pahok: As Crianças Cegas”, de Cassiano Maxakali e Charles Bicalho (MG); “Como Ler O Vento”, de Bernardo Ale Abinader e Sharon Hakim (CE/AM); “Poronga”, de Rafael Rogante (RO); e “A Pele do Ouro”, de Marcela Ulhoa e Yare Perdomo (RR).

Às 18h15, a mostra Amazônia Longas exibe “Memória de Elefante”, de Severino Neto (MT). Às 20h30, a programação continua com “Kika Não Foi Convidada”, de Juraci Junior (RO), e “Jamary”, de Begê Muniz (AM).

Cinema amazonense encerra festival no domingo

O domingo marca o último dia da oitava edição. Às 16h, o Teatro Amazonas recebe “Concerto de Quintal”, de Juraci Junior (RO), dentro da programação de filmes convidados.

Às 18h, o festival se despede do público com uma produção amazonense. “Os Avós”, dirigido por Ana Lígia Pimentel (AM), é o longa escolhido para a sessão de encerramento no Teatro Amazonas.

A programação termina com a cerimônia de premiação, marcada para às 20h.

Festival Olhar do Norte

Referência do audiovisual na Região Norte, o Festival de Cinema da Amazônia – Olhar do Norte chega à oitava edição com atividades realizadas em diferentes espaços culturais de Manaus. A agenda reúne produções da Amazônia e de outras regiões brasileiras, entre mostras competitivas e não competitivas, além de ações de formação e iniciativas voltadas ao diálogo sobre cinema.
Uma das novidades de 2026 é a estreia da mostra competitiva Amazônia de Longas-metragens, formada por obras realizadas nos estados que integram a Amazônia Legal — Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins — ou dirigidas por cineastas desses estados.

Também integram as competições a Amazônia de Curtas-metragens, destinada a produções dos estados da Amazônia Legal; Outros Nortes, voltada a trabalhos e realizadores dos demais estados brasileiros; e Olhar Panorâmico, que apresenta uma seleção de títulos da região amazônica.

A programação conta ainda com a mostra não competitiva Olhinho, dedicada ao público infantojuvenil e aberta a produções de todo o país, além de obras convidadas pela curadoria.
Após as exibições presenciais, parte da seleção ganha uma janela digital por meio da parceria com a plataforma Itaú Cultural Play, que disponibilizará on-line os filmes das mostras de curtas amazônicos e panorâmicos.

A 8ª edição do Festival de Cinema da Amazônia – Olhar do Norte é realizada pela Artrupe Produções, por meio da Lei Rouanet, com patrocínio do Itaú e parceria do Itaú Cultural Play, Cine Set e apoio do Amazonas Shopping, Atelo e Governo do Amazonas via Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa.

A programação completa está disponível no site do Festival Olhar do Norte e no Instagram @olhardonorte.

FOTO: Divulgação

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