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ELEIÇÕES

“Meu lado é o Amazonas”: Cidade deixa briga política de lado e foca nos interesses do estado

_Em entrevista, candidato à reeleição diz que continuará dialogando com Lula e outras lideranças, independentemente de ideologia, para buscar recursos e soluções para o Amazonas_

O governador e candidato à reeleição Roberto Cidade (Federação União Progressista) afirmou, nesta quarta-feira (12/8), em entrevista para a TV Norte, que irá articular a captação de recursos e benefícios com autoridade que possam auxiliar no desenvolvimento do Amazonas. 

Ao ser questionado sobre a foto ao lado do presidente Lula e as críticas dos adversários. A resposta foi direta: disse que continua sendo de centro-direita, mas que não vê problema em conversar com políticos de qualquer corrente quando o assunto é conseguir benefícios para o estado.

“Meu lado é isso aqui, a bandeira do Amazonas”, afirmou. Segundo o candidato, a reunião com Lula serviu para levar pedidos relacionados principalmente à saúde, à perda de arrecadação do Estado e à preparação para uma possível estiagem forte.

Saúde

Na saúde, Cidade afirmou que o governo já pagou mais de R$ 300 milhões a empresas médicas e outros serviços do setor desde que assumiu o cargo.

Também citou reformas e ampliações em 22 unidades de saúde, além de mutirões de consultas e cirurgias.

O governador voltou a defender mais dinheiro federal para o Amazonas. Segundo ele, o Estado tem custos muito maiores que outras unidades da federação por causa das distâncias e da necessidade de transportar pacientes do interior por UTI aérea.

Municípios

Para a economia, Cidade defendeu a permanência da Zona Franca de Manaus (ZFM) como principal motor do Estado, mas disse que o Amazonas precisa criar novas matrizes para gerar  emprego e renda fora da capital.

Entre os exemplos citados estão investimentos em gás, potássio, petróleo e terras raras. A ideia, segundo o candidato, é levar oportunidades para o interior e reduzir a dependência de Manaus.

No encerramento, Cidade pediu mais quatro anos para colocar em prática o seu “jeito de governar”: diálogo, trabalho e cobrança por resultados. E reforçou que pretende conversar com qualquer liderança política sempre que, segundo ele, isso puder trazer recursos e melhorias para o Amazonas.

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