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Defensoria prepara ampliação do projeto ‘Órfãos do Feminicídio’ para outras unidades do Amazonas

Iniciativa foi apresentada nesta terça-feira a defensores e servidores da capital e do interior, com orientações para replicação do atendimento

A Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPAM) prepara a ampliação do projeto “Órfãos do Feminicídio”, que oferece assistência jurídica e social a crianças e adolescentes que perderam a mãe vítima de feminicídio. A iniciativa foi apresentada nesta terça-feira (25/8), de forma virtual, a defensores e servidores da capital e do interior do estado.

A atividade integra o “Programa Multiplicar”, que busca disseminar iniciativas desenvolvidas pelos núcleos da Instituição para que possam ser adaptadas e reproduzidas em outras unidades.

A apresentação foi conduzida pela idealizadora do projeto e coordenadora do Núcleo Especializado de Promoção e Defesa dos Direitos da Mulher (Nudem), defensora pública Caroline Braz, que explicou o fluxo de atendimento multidisciplinar, com suporte psicossocial, o fortalecimento das parcerias com órgãos da rede de proteção e os encaminhamentos que podem ser adotados em cada caso.

“Os órfãos são extremamente vulneráveis. São pessoas que perderam a mãe e, em alguns casos, também perdem o pai, quando ele é o autor do feminicídio. Isso nos coloca numa posição de realizar um atendimento muito humanizado e de entender as particularidades desse tipo de atendimento”, afirmou.

A partir da identificação das necessidades de cada caso, a Defensoria pode atuar em questões como guarda, acesso à escola e à saúde, benefícios sociais e previdenciários e políticas habitacionais.

Para a diretora da Esudpam, Karoline Santos, compartilhar a metodologia permite que outros colegas reconheçam situações semelhantes e tenham ferramentas para atuar.

“A ideia do Multiplicar é justamente facilitar a replicação de projetos que já existem na Defensoria Pública. O intuito é ser prático e explicar como esse projeto pode ser replicado por outros colegas em diferentes locais do Estado”, explicou.

Durante a apresentação, Caroline também compartilhou casos concretos e disponibilizou documentos e modelos de petições utilizados no projeto para auxiliar os colegas interessados em replicar a iniciativa.

Texto: Thamires Clair

Foto: Arquivo/DPAM

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