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Alunos de Escola de Estadual Tempo Integral participam de curso de astronomia da USP

Em parceria com pesquisadores do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG), da Universidade de São Paulo (USP), a Escola Estadual de Tempo Integral (EETI) Altair Severiano Nunes, localizada no bairro Parque Dez, zona centro-sul de Manaus, participou do Projeto de Extensão Cecília On-line, que reuniu estudantes do 6º e 9º ano do Ensino Fundamental, para estimular a aplicação de experimentos.

As aulas teóricas foram ministradas de forma remota e acompanhadas pelos alunos, na biblioteca da escola, no período do contraturno. O curso, realizado durante duas semanas, teve carga horária de 10 horas.

A proposta partiu da professora de Ciências Naturais da unidade de ensino, Liane Galvão de Lima, que inscreveu a escola no processo seletivo da USP. A professora também foi responsável pela mediação das aulas e por acompanhar os experimentos atmosféricos desenvolvidos pelos próprios alunos.

“O objetivo é a popularização do conhecimento científico. Eu espero ainda fortalecer essa equipe, porque nós já começamos a trabalhar as ciências atmosféricas. Foi uma sementinha plantada no coração deles”, disse Liane Galvão.

Os alunos apresentaram cinco experimentos: o sismológico, em que foram estudados tremores terrestres por meio de uma plataforma virtual da USP; relógio do sol, que identificou os pontos cardeais; a bússola caseira, que verificou o geomagnetismo do planeta; a espectrofotometria, experimento responsável por demonstrar os tipos de radiação solar; e o efeito estufa, fenômeno natural que ocorre na atmosfera e foi apresentado por meio de experimento com copos de água vedados com plástico.

“Esse experimento mostra o que a atmosfera faz para a Terra. Quando o copo tá com insufilm, o sol bate na água e a água continua quente, porque o insulfilm faz o papel de estufa e deixa a água quente”, disse o estudante Murilo Pantoja, de 14 anos, ao explicar o experimento do efeito estufa.  

Para a aluna do 8º ano, Kiara Maísa, de 13 anos, o projeto deu luz aos conhecimentos geofísicos e atmosféricos, além de ter permitido descobertas e inspirar os futuros cientistas.

“Para mim, foi uma experiência muito interessante. Eu amo participar de projetos; porque, além de conhecer coisas novas, a gente tem assuntos que não têm na escola. É muito importante porque vai ajudar no nosso futuro”, disse Kiara.  

“Cecília On-line”

O nome do projeto é uma homenagem à astrônoma e astrofísica britânica-americana Cecília Payne-Gaposchkin, a primeira pesquisadora a mostrar que, primariamente, o sol é composto de hidrogênio. A descoberta ocorreu em 1925, quando acreditava-se que a estrela possuía uma composição similar à da Terra.

O projeto, desenvolvido por pesquisadores doutores da USP, selecionou 150 instituições de ensino do país para participarem das atividades. A ideia é aproximar os alunos do conhecimento científico. Na escola Altair Severiano Nunes, os estudantes apresentarão os resultados dos experimentos para toda a comunidade escolar.

 “Eu penso que é importante, porque a gente precisa fomentar a ciência na escola e estabelecer essas parcerias com as universidades. Isso, com certeza, vai trazer mais qualidade para o ensino e mais produtividade. Quando a gente vê que o aluno se dedica e se motiva a participar dessas atividades, a gente entende que o nosso trabalho está surtindo um efeito positivo”, disse a diretora da escola, Lana Albuquerque.

FOTOS: Eduardo Cavalcante/Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar

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