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Governo vai atuar para revitalizar afluentes e matas ciliares do São Francisco

Presidente Lula afirmou que pretende estabelecer parcerias com pequenos e médios produtores para reflorestamento de regiões em que isso for possível

Ao longo de seu curso, o Rio São Francisco conta com cerca de 180 afluentes. Foto: Ricardo Stuckert / PR

A recuperação de matas ciliares e a revitalização de afluentes do Rio São Francisco são vistas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva como iniciativas tão importantes para o país quanto a própria transposição do rio que percorre 2,8 mil quilômetros em cinco estados e 521 municípios do Sudeste e do Nordeste.
 

“Vamos ter de plantar outra vez um monte de coisas e fazer uma grande política de florestamento nesse país onde for possível fazer. Isso gera emprego. Isso vai ajudar o pequeno e o médio produtor rural a fazer mudas para que a gente possa reflorestar esse país onde for possível reflorestar”

Luiz Inácio Lula da Silva, presidente da República
 

A intenção foi reforçada durante o Conversa com o Presidente, programa semanal de entrevista pelas redes sociais com o jornalista Marcos Uchôa. “Recuperar as matas ciliares do São Francisco e recuperar os afluentes do São Francisco é uma coisa tão importante quanto a própria transposição do São Francisco, porque o São Francisco tem muitos afluentes que já morreram. Nós vamos tentar, num processo de recuperação, ver se a gente recupera esses afluentes”, afirmou, na edição desta segunda-feira, 14/8.

O Governo Federal lançou o Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) na última sexta-feira, 11/8, com um investimento previsto de mais de R$ 1,7 trilhão em obras de infraestrutura para gerar empregos e permitir um crescimento sustentável do país.
 

A transição energética e a preocupação ambiental são traços característicos do novo programa, num contexto que permite ações como a recuperação de leitos de rios e nascentes, tanto em função de assoreamento quanto de poluição. Ao longo de seu curso, o Rio São Francisco conta com cerca de 180 afluentes entre rios perenes e temporários, e muitos deles passaram por processos de degradação.
 

“Vamos ter de plantar outra vez um monte de coisas e fazer uma grande política de florestamento nesse país onde for possível fazer. Isso gera emprego. Isso vai ajudar o pequeno e o médio produtor rural a fazer mudas para que a gente possa reflorestar esse país onde for possível reflorestar”, disse o presidente.

DIÁLOGO – Lula reiterou a disposição de viajar o país para dialogar com governadores, prefeitos, parlamentares e movimentos sociais, em especial na região amazônica, para enfatizar a necessidade de todos abrirem os olhos para a questão das mudanças climáticas e da necessidade de preservar o meio ambiente.
 

“Quando anunciamos até 2030 o desmatamento zero, não é uma obra de ficção. É uma perseguição que vamos fazer. E aí vamos ter de conversar com todos os prefeitos que estão na floresta amazônica. Não queremos ficar brigando. Queremos que eles sejam parceiros para que a gente possa tê-los como aliados nos combates às queimadas, no combate ao desmatamento. O prefeito está próximo do terreno. Sabe quem é o dono da fazenda, sabe quem está ateando fogo”, exemplificou, citando as altas temperaturas registradas no planeta e incêndios de grande magnitude, como o registrado no último fim de semana em uma das ilhas do Havaí, nos Estados Unidos.
 

Essas viagens pelo país também servirão para o presidente como oportunidade para garantir que os principais investimentos previstos no PAC em cada região se materializem da melhor forma. “Vou começar a viajar para mostrar que viemos para a economia voltar a crescer. Para melhorar as condições de vida para todos”, disse Lula, enfatizando que o crescimento das riquezas do país precisa ser repartido entre todos.

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

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