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Restrição para injetar energia na rede impulsiona projetos solares com baterias e sistemas Zero Grid na TTS Energia

Empresa já implantou 27 megawatts (MW) em 25 projetos sem exportação de energia para a rede e identifica avanço da demanda por soluções que combinam geração própria, controle e armazenamento
 

Outubro de 2026 – A crescente dificuldade para exportar excedentes de energia para a rede elétrica tem acelerado a busca por soluções de geração própria capazes de operar sem depender da injeção de eletricidade no sistema. Na TTS Energia, empresa de engenharia e construção de usinas solares e ativos de energia renovável, esse movimento já se traduz em uma carteira de 25 projetos sem exportação para a rede, que somam 27,02 megawatts (MW), incluindo sistemas Zero Grid, projetos de limitação de potência e uma solução integrada com baterias.
 
A empresa identifica aumento significativo da demanda por projetos desse tipo, especialmente entre indústrias, fábricas, galpões logísticos e shopping centers, além de outros empreendimentos de médio e grande portes. Segundo Jacques Hulshof, CEO da TTS Energia, a mudança está relacionada à necessidade de encontrar alternativas para consumidores que querem avançar com a geração própria mesmo diante das limitações da infraestrutura elétrica.

“O Zero Grid vai muito além de uma alternativa para situações específicas de conexão, passando a fazer parte da estratégia energética de muitas empresas. É uma solução que permite avançar com a geração própria fotovoltaica mesmo quando a exportação de excedentes para a rede representa um obstáculo ao projeto”, afirma Hulshof.
 
Do total implantado pela TTS nos últimos anos, são 19 projetos Zero Grid sem sistemas de baterias (BESS), que somam 17,8 MW; cinco projetos com limitação de potência, utilizando tecnologia semelhante à empregada no Zero Grid, que totalizam 1,02 MW; e um projeto de Zero Grid integrado a BESS, com 8,2 MW de potência e 16,5 MWh de capacidade de armazenamento.
 
A empresa também possui dois projetos on-grid com BESS, que totalizam 630 kW e 1,26 MWh. Embora esses empreendimentos não façam parte do grupo de projetos sem exportação, eles ampliam a experiência da TTS em armazenamento e gestão inteligente da energia.
 
Zero Grid transforma restrição em estratégia
 
No modelo Solar + Zero Grid, a energia gerada pelos módulos fotovoltaicos é direcionada para o consumo instantâneo da própria unidade. Um sistema inteligente monitora continuamente a geração e a demanda e ajusta a potência da usina para impedir que excedentes sejam injetados na rede.
 
A configuração é especialmente adequada para consumidores que possuem demanda suficiente durante o período de geração solar e não precisam exportar energia. Quando o consumo diminui, a geração é reduzida; quando a demanda aumenta, a produção pode ser elevada novamente, respeitando os limites estabelecidos para a instalação.
 
“A lógica é simples: em vez de produzir energia além daquilo que a unidade consegue consumir e depender da exportação do excedente, o sistema ajusta a geração de acordo com a demanda da operação”, explica Jacques Hulshof. “Isso permite aproveitar a energia solar dentro da própria unidade e, ao mesmo tempo, reduzir os riscos associados às limitações de conexão.”
 
A TTS Energia já possui experiência em projetos de grande porte com essa configuração. Um dos exemplos é a usina fotovoltaica de aproximadamente 6,6 MWp para a Máquinas Agrícolas Jacto, em Paulópolis (SP), equipada com sistema de controle dinâmico para impedir a exportação de energia e ajustar a geração de acordo com a demanda da fábrica. O projeto utiliza controladores distribuídos pelas subestações internas para garantir que a geração não ultrapasse a carga da unidade.
 
Outro empreendimento é a usina de 550 kW para a fábrica da SIG Group, em Vinhedo (SP), desenvolvida pela TTS Energia no modelo Zero Grid. O sistema utiliza controle dinâmico de potência para direcionar a geração ao consumo da unidade, sem exportação de excedentes.
 
A empresa também desenvolveu um projeto de 2,5 MW para a MISA Minerais, em Limoeiro do Norte (CE), em parceria com a GreenYellow. O empreendimento foi concebido no modelo Grid Zero e reforça a aplicação da tecnologia em consumidores industriais.
 
Quando as baterias entram no projeto
 
Embora o Zero Grid seja suficiente para unidades que conseguem consumir diretamente a energia solar produzida, a incorporação de baterias amplia as possibilidades de gestão energética. O BESS passa a ser especialmente interessante quando existe uma diferença significativa entre o momento em que a energia é produzida e aquele em que ela apresenta maior valor para o consumidor.
Um dos principais exemplos ocorre em unidades com consumo elevado nos horários de ponta, quando a energia elétrica pode ter custo mais alto. Nesse caso, as baterias podem ser carregadas nos períodos fora de ponta, com energia solar ou energia da rede em momentos de menor custo, e posteriormente descarregadas para atender à demanda nos horários mais caros.
 
“É nesse ponto que o armazenamento muda a lógica do projeto. A empresa deixa de estar limitada ao momento em que o sol está produzindo e passa a decidir quando quer utilizar aquela energia”, afirma Hulshof. “Para consumidores com uma demanda elevada nos horários de ponta, isso pode representar uma oportunidade importante de redução de custos e de otimização da operação.”
 
Mais autonomia para o consumidor
 
Para a TTS Energia, a expansão dessas soluções representa uma mudança na forma como empresas de médio e grande porte passam a enxergar a geração própria. “A tendência é que o consumidor passe a olhar para a energia de uma maneira muito mais estratégica. Não se trata de gerar mais, mas de gerar, controlar, armazenar e consumir no momento mais adequado”, diz o CEO da TTS Energia.
 
Na avaliação de Hulshof, essa evolução também muda a relação entre geração própria e infraestrutura elétrica. “As restrições da rede não precisam necessariamente significar o fim de um projeto solar. Com engenharia, controle e, quando fizer sentido, armazenamento, é possível desenvolver uma solução adequada ao perfil de cada consumidor”, afirma.
 
“Estamos vendo uma evolução clara: primeiro, o mercado buscava geração própria; agora, cada vez mais, as empresas querem ter controle sobre a energia que geram e consomem. Zero Grid e BESS fazem parte dessa nova etapa, em que geração solar, armazenamento e gestão inteligente passam a trabalhar juntos”, conclui Hulshof.
 
Sobre a TTS Energia
 
A TTS Energia é uma empresa especializada no desenvolvimento de soluções em energias renováveis em todo o território nacional, com o compromisso de tornar a energia fotovoltaica um negócio financeiramente viável para empresas – com previsibilidade, redução de custos e alinhado com as melhores práticas ESG. Comprometida em tornar a energia fotovoltaica financeiramente viável para grandes negócios, a empresa colabora com a redução de custos e, ao mesmo tempo, mantém um alinhamento com as melhores práticas ESG, contribuindo, desta forma, para um futuro mais sustentável.

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