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Prefeitura de Manaus

Prefeitura de Manaus inicia campanha de mobilização contra a tuberculose

Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), iniciou, nesta terça-feira, 17/3, a Campanha de Mobilização contra Tuberculose 2026, na Unidade de Saúde da Família (USF) Adalgiza Barbosa de Lima, na zona Oeste. A programação, organizada em alusão ao Dia Mundial de Combate à Tuberculose, celebrado em 24 de março, tem como objetivo mobilizar a rede municipal de saúde e a sociedade para intensificar as ações de prevenção, diagnóstico e tratamento da doença.

A chefe do Núcleo de Controle de Tuberculose da Semsa, enfermeira Anne Kimi Okazaki, informa que Manaus já registrou 471 casos novos da doença neste ano e que a campanha, que seguirá por todo o mês de março, vai reforçar as ações educativas sobre os principais sintomas da tuberculose e as medidas de prevenção, e ampliar o trabalho de detecção precoce de casos.

“Haverá a intensificação na oferta do exame de escarro para os sintomáticos respiratórios, que são as pessoas que apresentam tosse por duas semanas ou mais. A tosse é o principal sintoma da tuberculose e é importante realizar o exame o mais rápido possível, iniciando o tratamento. Assim, o paciente apresenta menos risco de desenvolver sintomas graves, vai obter a cura e deixar de transmitir a tuberculose”, destacou Anne Kimi.

Infecção latente

Durante a campanha, as unidades de saúde irão reforçar também a oferta do exame para o diagnóstico da infecção latente da tuberculose, que ocorre quando a pessoa foi infectada pelo Mycobacterium tuberculosis, mas não tem ainda a manifestação ativa da doença.

De acordo com Anne Kimi, o exame é direcionado especialmente para a avaliação de contatos, que são as pessoas que convivem de forma próxima e prolongada com os pacientes com tuberculose ativa, como os que vivem no mesmo domicílio.

“Pessoas com a tuberculose latente, caso não façam o tratamento preventivo, têm maior risco de adoecimento no futuro. O bacilo pode ser ativado no caso do organismo apresentar, por algum motivo, uma alteração na imunidade. Com isso, o paciente vai desenvolver a tuberculose ativa e iniciar um novo ciclo de transmissão da doença. Uma pessoa com tuberculose ativa, sem diagnóstico e sem tratamento, pode transmitir a doença para até dez pessoas no período de um ano”, alerta a enfermeira.

Dados de 2025, quando houve o registro de 3.282 casos novos de tuberculose, mostram que apenas 49,7% dos contatos identificados buscaram avaliação nas unidades de saúde, resultando em 1.696 tratamentos preventivos iniciados. Para um controle mais eficaz da doença, o ideal é que, no mínimo, 70% dos contatos sejam examinados.

“A campanha vai enfatizar a importância da avaliação dos contatos de pacientes com tratamento da tuberculose ativa, incluindo a busca retroativa de contatos de casos diagnosticados em 2024 e 2025. É essencial avaliar os contatos para identificar se desenvolveram a tuberculose ativa ou se têm a tuberculose latente, e iniciar o tratamento”, reforçou Anne Kimi.

Sintomas

Doença infecciosa e transmissível, a tuberculose é causada pelo micobactéria Mycobacterium tuberculosis ou Bacilo de Koch (BK), que afeta prioritariamente os pulmões. A transmissão ocorre quando, ao falar, espirrar e, principalmente, ao tossir, as pessoas com tuberculose ativa lançam no ar partículas em forma de aerossóis que contêm bacilos, podendo transmitir a doença para outras pessoas.

A diretora de Vigilância Epidemiológica, Ambiental, Zoonoses e da Saúde do Trabalhador (Dvae/Semsa), enfermeira Marinélia Ferreira, esclareceu que, além da febre, a tuberculose pode ter como sintomas o suor noturno, perda de peso, falta de apetite, dor no peito ou nas costas, e febre baixa no final da tarde. “A campanha em março é uma oportunidade para sensibilizar a população e manter o alerta para os sintomas, lembrando que em alguns casos, o paciente pode apresentar apenas um ou dois desses sintomas”, apontou.

A diretora informou que os profissionais nas unidades de saúde estão orientados a realizar um trabalho de educação em saúde com a comunidade para enfatizar informações mais qualificadas sobre a doença. “Ainda há muito preconceito e medo em relação à tuberculose. Algumas pessoas acham que não têm tratamento ou cura. Mas a verdade é que a tuberculose tem cura, com tratamento disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS)”, salientou.

A rede municipal de saúde conta com 56 unidades de saúde com a oferta do exame Prova Tuberculínica, que detecta a ocorrência de tuberculose latente. A lista com o endereço das unidades que realizam os exames de diagnóstico da doença pode ser consultada no site da Semsa, no endereço www.manaus.am.gov.br/semsa/vigilancia/vigilancia-epidemiologica/controle-da-tuberculose-2/ .

Texto – Eurivânia Galúcio/Semsa

Foto – Divulgação/Semsa

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