No feriado de 1º de janeiro, a equipe do Repórter das Comunidades AM e do Portal Blitz Amazônico conversou com uma mulher que chamou a atenção do público pela sua história de vida marcada por superação, coragem e resistência. Trata-se de Jennifer Waleska Ojeda Clemente, venezuelana, que atualmente vive no Brasil.
A entrevista, gravada na Praia da Ponta Negra, ganhou grande repercussão nas redes sociais e rapidamente viralizou, alcançando números expressivos e colocando a história de Jennifer entre os conteúdos mais comentados dos últimos dias nas plataformas digitais.
📊 Vídeo viral: números que comprovam o alcance
Segundo dados oficiais dos Insights do Instagram, o vídeo publicado no dia 11 de janeiro, com duração de 1 minuto e 47 segundos, apresentou os seguintes resultados:
- 👀 57.750 visualizações totais
- Instagram: 57.739
- Facebook: 11
- ❤️ 2.418 mil curtidas
- 💬 243 comentários
- 📤 134 compartilhamentos
- 🔁 53 repostagens
- 🔖 74 salvamentos
- 🤝 2.966 interações
- ⏳ Tempo total de visualização: 27 dias, 1 horas, 11 minutos e 46 segundos
Os números refletem o forte engajamento do público, que se identificou com o relato sincero e humano de uma imigrante venezuelana que vive no Brasil há 7 anos.
Uma história de luta desde a infância
Jennifer nasceu em 17 de julho de 1990, em Caracas, na Venezuela, na Maternidade Concepción Palacios, às 15h45, conforme relato ouvido de sua mãe biológica. Ainda bebê, foi levada pelos pais para o município de Upata, no estado de Bolívar, onde viveu uma infância difícil, criada por uma mulher que acreditava ser sua avó.
Desde muito cedo, Jennifer aprendeu o valor do trabalho. Aos 9 anos de idade, já acordava por volta das 4h da madrugada para ir ao campo cortar cana-de-açúcar, produzir rapadura e doces típicos venezuelanos como catalina, envuelto e rosca doce. Mesmo com a rotina pesada, frequentava uma escolinha comunitária e sempre se destacou como boa aluna.





Aos 11 anos, após episódios de agressão e rejeição familiar, Jennifer fugiu e passou a viver com a família que hoje considera sua verdadeira base. Foi acolhida por Maria Elena López, sua mãe adotiva, que lhe ofereceu amor, carinho e dignidade. A partir desse momento, sua vida começou a mudar.
Dedicada aos estudos, Jennifer sempre esteve entre os melhores alunos da turma, nunca dando motivo de preocupação à escola. Durante a adolescência, descobriu sua paixão pela cultura, organização de eventos, danças e atividades artísticas, o que lhe rendia pequenos ganhos para custear seus materiais escolares.
Concluiu o ensino médio em 2009 e, em 2010, conquistou uma vaga na Universidad de Oriente (UDO), uma das mais respeitadas universidades públicas da Venezuela, no curso de Medicina. No entanto, por falta de apoio financeiro — inclusive do próprio pai, que se recusou a ajudá-la — Jennifer precisou abandonar o curso.
Determinada, passou a trabalhar no comércio, destacando-se rapidamente. Atuou como vendedora número 1, organizadora de vitrines e, mais tarde, iniciou estudos em Engenharia Industrial e depois em Contabilidade, sempre conciliando trabalho e estudo. Ainda assim, precisou interromper a faculdade mais uma vez para ajudar financeiramente a família.
Fronteira, recomeços e identidade
Em 2012, movida pela curiosidade de conhecer sua mãe biológica, Jennifer viajou para Santa Elena de Uairén, cidade venezuelana na fronteira com o Brasil. Lá encontrou novas oportunidades, trabalhou em restaurantes, no atendimento ao público e, com muito esforço, conseguiu montar seu próprio ponto de alimentação, o local nº 22 de um complexo comercial com 32 espaços.
Foi nesse período que Jennifer iniciou oficialmente sua transição, algo que sempre sentiu desde criança, mas que antes não podia expressar por medo de violência e repressão. Entre 2012 e 2018, viveu intensamente, enfrentando traições, perdas financeiras e até golpes, quando vendeu seu ponto comercial e recebeu apenas parte do valor combinado.
Chegada ao Brasil e recomeço em Manaus
Em julho de 2018, diante do agravamento da situação econômica e social na Venezuela, Jennifer tomou a decisão de vir para Manaus. Ela entrou em contato com uma amiga que havia trabalhado em seu restaurante, que a recebeu como forma de gratidão pelos apoios e favores prestados no passado.
Ao chegar à capital amazonense, Jennifer passou a morar no bairro Nova Cidade, onde ficou cerca de três meses sem emprego, enfrentando incertezas e dificuldades. Sentindo que sua presença poderia estar incomodando, a amiga decidiu que ambas se mudariam para o bairro Coroado, onde passaram a viver juntas por um bom período.
No mês de novembro, por meio de uma conhecida brasileira chamada Elane Amazonas, Jennifer conheceu a senhora Aretha, proprietária de um studio de beleza, que lhe deu uma oportunidade de trabalho como auxiliar de cabeleireiro. Segundo relatos, Jennifer chamou atenção pela postura, educação, tranquilidade e dedicação, conquistando espaço e respeito no novo ambiente profissional.





Apesar das dores do passado, Jennifer afirma que sempre deixou tudo “nas mãos de Deus” e seguiu em frente. Hoje, sua história representa a realidade de milhares de imigrantes venezuelanos que deixaram seu país em busca de dignidade, respeito e oportunidade.
A entrevista concedida à equipe do Repórter das Comunidades AM revela não apenas a trajetória de Jennifer Waleska, mas também a força de quem nunca desistiu, mesmo diante do abandono, da pobreza e do preconceito.
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