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Médicos sem salários e memórias da falta de oxigênio: a crise da saúde no governo Wilson Lima

Desde junho, médicos e cooperativas de saúde do Amazonas denunciam que não recebem seus pagamentos em dia. Profissionais de programas como o Melhor em Casa afirmam estar há meses sem salário, sem vale transporte e alimentação, acumulando dívidas e insegurança. Outros relatam que apenas em agosto receberam o que era devido de junho. O resultado é previsível: protestos, paralisações e redução no atendimento hospitalar, o que atinge diretamente o povo amazonense.

Não é a primeira vez que a gestão de Wilson Lima expõe falhas graves na condução da saúde pública. Em janeiro de 2021, o Brasil e o mundo assistiram perplexos à tragédia da falta de oxigênio em Manaus. Pacientes morreram asfixiados enquanto o governo, apesar dos alertas prévios, não conseguiu dar respostas rápidas. A cena de famílias correndo em busca de cilindros virou símbolo de omissão e desespero.

Agora, em 2025, a sombra daquela tragédia ainda paira sobre a população. O mesmo governador que um dia disse lutar para salvar vidas é acusado de abandonar os próprios profissionais que sustentam o sistema de saúde. Não se trata apenas de folha de pagamento, mas de dignidade e respeito. Um Estado que não paga seus médicos compromete o atendimento, cria insegurança e põe em risco os mais vulneráveis.

É importante lembrar que o Amazonas é um dos estados mais ricos em biodiversidade e recursos naturais, mas paradoxalmente carrega indicadores sociais alarmantes. A saúde pública, já frágil por décadas de descaso, não suporta mais promessas vazias ou acordos não cumpridos.

O governo tenta justificar os atrasos com alegações de dificuldades financeiras, burocracia e contratos complexos. Mas a população pergunta: como acreditar nisso quando bilhões circulam em outras áreas e quando, no auge da pandemia, contratos emergenciais e suspeitas de superfaturamento também marcaram essa gestão?

Wilson Lima pode até dizer que está negociando com cooperativas e empresas médicas, mas quem sente na pele é o povo nas filas dos hospitais, sem médicos suficientes, sem exames, sem atendimento adequado. O descompasso entre discurso e realidade é gritante.

Se em 2021 a crise do oxigênio revelou um governo despreparado, em 2025 os atrasos salariais escancaram uma gestão insensível. É hora de reconhecer: a saúde do Amazonas não pode mais ser tratada como palco de improviso ou moeda de barganha política. Médicos precisam receber para trabalhar, e pacientes precisam ser atendidos para viver. O resto é retórica.


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Foto: SECOM

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