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Prefeitura de Manaus

Professores da zona rural transformam vivências em histórias na educação infantil

Por uma educação que nasce do olhar e da experiência das crianças, a Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Educação (Semed), realizou, nesta sexta-feira, 19/9, o projeto “Mini-Histórias da Vida Cotidiana em Creche: Documentando a Pedagogia da Infância”, que valoriza a autoria docente ao transformar observações do cotidiano das crianças em pequenas histórias. O projeto aconteceu na sede da Divisão Distrital Zonal (DDZ) rural, localizada na Torquato Tapajós, zona Norte da capital.

O projeto acontece em 12 escolas que atendem à fase creche, divididas nas comunidades ribeirinhas dos rios Amazonas e Negro, e uma no Centro de Educação Infantil Esperança, que oferece turmas de maternal 1, 2 e 3. Nas demais escolas, o atendimento é voltado apenas para o maternal 3.

Segundo a coordenadora da Educação Infantil da DDZ rural, professora Irany Andrade, o projeto coloca o professor como protagonista no processo de aprendizagem. “As professoras, a partir dos objetivos de aprendizagem, propõem experiências e, a partir da vivência com as crianças, produzem essas histórias”, explicou.

O subsecretário da Semed, Dalmir Salazar, ressaltou a importância da iniciativa. “Projetos como esse fortalecem a relação entre professores e crianças, aproximam a educação da realidade vivida por elas e evidenciam a criatividade e o olhar sensível dos docentes na zona rural”, destacou.

A iniciativa permite que professores unam experiência prática, observação e criatividade, fortalecendo o vínculo com as crianças e contribuindo para o desenvolvimento integral dos pequenos.

A professora Ana Cristina Silva, que leciona na creche Raimunda de Souza, ressaltou a importância de registrar as experiências vividas pelas crianças, transformando observações do cotidiano em aprendizado e histórias significativas.

“Desenvolvi com as crianças o projeto ‘Formigueiro’, que surgiu a partir da rotina do Bryan, que adorava as formigas. A partir daí, observamos como as formigas andam sempre juntas, como trabalham, entre outros temas. A ideia é valorizar essas pequenas vivências e transformar em histórias que ensinam e encantam”, contou Ana Cristina.

Texto – Jordana Rodrigues/ Semed

Foto – Eliton Souza/ Semed

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