Blitz Amazônico
Cultura

2ª edição do Quebrando o Coco realiza oficinas gratuitas de coco de roda em Manaus

Objetivo é fomentar a manifestação cultural nordestina na capital amazonense 

As aulas são promovidas pelo grupo Cocada Baré, por meio do projeto Quebrando o Coco, e acontecem de 11 de maio até 15 de junho gratuitamente para jovens e adultos na Praça Paulo Jacob, centro de Manaus. 

Produzido pela Caldo Negro Produções, o projeto Quebrando o Coco realiza a 2ª edição do ciclo de oficinas gratuitas de coco de roda com o apoio do edital 04/2023 da Lei Paulo Gustavo, da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Amazonas. O objetivo principal é desenvolver a aprendizagem do ritmo musical e da dança do coco de roda por meio das oficinas gratuitas destinadas à jovens e adultos. 

 As aulas serão ministradas por 5 percussionistas do grupo que vão falar sobre a história da manifestação cultural, bem como da teoria e prática dos instrumentos zabumba, alfaia, triângulo, atabaque, pandeiro, caixa, agbê e ganzá, além da dança do coco de roda. A ação, além de promover conhecimento musical, resgata e preserva os saberes tradicionais e populares que fundamentam a identidade e cultura local.

 “Se trata de uma herança cultural que resiste em meio às transformações e modernizações da contemporaneidade. Devido às mudanças, muitas práticas culturais de caráter popular se tornaram “marginais”, “invisíveis” e “inexistentes”. Na cidade de Manaus, a urbanização contribuiu para o desaparecimento e o desconhecimento dessas histórias e manifestações culturais que tem um valor significativo para a cultura manauara.” explicou Andarilha, produtora do projeto e integrante do grupo Cocada Baré.

Para participar das oficinas, basta comparecer à Praça Paulo Jacob, no centro de Manaus, no dia 11 de maio, a partir das 18h00. Não é necessário ter instrumento próprio e nem inscrição prévia. As dúvidas podem ser esclarecidas pelo perfil do grupo no instagram @cocadabare.

Novidades

Quebrando o Coco teve sua primeira edição em 2023 e contou com a participação de aproximadamente 100 pessoas. Dessa vez, o projeto foi pensado para alcançar todos os públicos possíveis. Dessa forma, as aulas serão realizadas em um espaço que facilita a acessibilidade de pcd’s e contarão com intérprete de libras, além de uma comunicação e didática simples. 

Para a realização da 2ª edição do projeto, a Caldo Negro Produções em parceria com o Cocada Baré e o grupo Do Quilombo se Fez Samba Raiz realizou a formação Acessibilidade Cultural no mês de abril. A formação levou ao diálogo sobre a presença da acessibilidade e cultura do acesso nas produções culturais, bem como enfatizou a importância da garantia do direito cultural para todos os públicos. 

Créditos das fotos: Jessica Oliveira 

Post Relacionado

Grafismo indígena ganha destaque no estande da Prefeitura de Manaus na feira de turismo ‘WTM Latin America’

victoria Farias

Artistas e fazedores de cultura das comunidades da RDS do Tupé recebem treinamento para serem beneficiados pela Lei Paulo Gustavo

blitzamazonico

Semana Mundial do Brincar enfatiza a importância da prática para o desenvolvimento infantil

EDI FARIAS